Fonte: Jornal do Brasil Editorial

Este texto foi retirado da fonte acima citada, cabendo à ela o crédito pelo mesmo.

Pesquisa do Ibope na Grande São Paulo mostrou que o reality show Big Brother Brasil, exibido pela Rede Globo de Televisão, amarga agora, em sua 11ª edição, a pior média de audiência. Os dados são referentes às duas primeiras semanas de programa (de 11 a 25 deste mês), mas atestam um nítido esvaziamento do formato e podem dar margem à conclusão de que o telespectador está cansado de ver gente trancada numa gaiola repleta de câmeras de vídeo. Os esforços da direção da atração em criar pseudonovidades parecem não estar dando resultado. Desta vez, incluíram um transexual no grupo de jovens bonitos e musculosos de sempre. Também liberaram o consumo de vodca, na esperança de que, alcoolizados, os participantes protagonizassem cenas de ofensas verbais e até de pugilato. Em vão.
Os reality shows, que ganharam as emissoras do mundo nos últimos dez anos, prometiam a oportunidade de se observar as reações humanas num ambiente de confinamento. Com a repetição, no entanto, viraram uma espécie de palco onde aspirantes à fama – ou simplesmente ao prêmio oferecido – fingem ser quem nunca foram. A artificialidade das reações, a falta de imaginação dos roteiristas e a previsibilidade da fórmula, porém, jogam contra essas produções.
                       

Pode ser que, nas próximas semanas, a audiência suba, afinal de contas, na TV, a apelação não conhece limites. Mas, por enquanto, podemos nos deleitar, imaginando que o povo brasileiro está virando mais essa página de mediocridade.

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